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Energia eólica: produção onshore e offshore

O Brasil já possui mais de 100 GW de projetos de energia eólica offshore registrados para avaliação de impacto ambiental pelo Ibama. O grande desafio nos próximos anos será de desenvolver o setor junto com a cadeias de suprimentos domésticas 

O Brasil já possui mais de 100 GW de projetos de energia eólica offshore registrados para avaliação de impacto ambiental pelo Ibama. O grande desafio nos próximos anos será de desenvolver o setor junto com a cadeias de suprimentos domésticas

As fontes de energia renováveis correspondem a 48,4% da matriz energética brasileira, segundo a Resenha energética brasileira 2020, do MME (Ministério de Minas e Energia). Desse total, a energia eólica representa aproximadamente 11%.

Aliada na redução das emissões de gases de efeito estufa, a energia eólica vem da força dos ventos. Sua geração começa com dois elementos principais: vento e aerogerador (turbina eólica). A força do primeiro movimenta as hélices do segundo, convertendo em eletricidade.

A quantidade de energia gerada irá depender da intensidade e constância dos ventos, do tamanho da turbina eólica e da área coberta pela rotação das suas hélices.

Há dois tipos de produção de energia eólica: onshore e offshore.

Eólica Onshore – As instalações de energia eólica onshore são feitas em terra e normalmente perto da costa, onde há maior ocorrência de ventos. Os parques eólicos onshore também podem ser instalados em regiões distantes das costas, mas para isso o local deve oferecer boa constância de ventos fortes.

Eólica offshore – as torres de energia eólica são instaladas em alto mar, a quilômetros de distância da costa. Os aerogeradores offshore podem ser fixados diretamente no leito marinho ou sobre um casco flutuante ancorado no fundo do mar. Como são instalados em um local onde os ventos são mais fortes e constantes, a produtividade é bem maior. Com isso, os aerogeradores offshore podem ser bem maiores e potentes que suas versões costeiras. Eles ainda contam com a maior força e constância dos ventos marítimos, que não encontram barreiras como os ventos que sopram em terra.

O ano de 2021 foi o melhor para a indústria eólica offshore global. Em todo o mundo, 21,1 GW de nova capacidade foram conectados à rede, três vezes mais que em 2020.

A China representou 80% da capacidade eólica offshore adicionada. No Brasil, a energia eólica offshore é uma das fontes de energia que tem ganhado cada vez mais atenção das petroleiras instaladas por aqui. Em seu estudo intitulado “Roadmap Eólicas Offshore 2035”, a EPE (Empresa de Pesquisa Energética) calcula que o Brasil tem potencial de 697 GW (gigawatts) para exploração de energia eólica offshore.

Segundo a ABEEólica, Associação Brasileira de Energia Eólica, o Decreto Nº 10.946, publicado pelo governo no final de janeiro de 2022, que dispõe sobre a cessão de uso de espaços físicos e o aproveitamento dos recursos naturais no mar para a geração de energia elétrica a partir de empreendimentos offshore, foi um avanço crucial para que o país pudesse iniciar seu caminho na implantação de parques eólicos offshore com segurança para o investidor, governo e sociedade.

PUG-offshore

Além disso, houve outros avanços, como a Portaria Interministerial MME/MMA nº 03/2022, que define as diretrizes para criação de Portal Único de Gestão do Uso das Áreas Offshore (PUG-offshore), uma ferramenta digital, on-line e pública. “Essa portaria é fundamental porque faz parte do movimento da regulação para definir detalhes da implantação da eólica offshore no Brasil e é imprescindível para empresas, sociedade e governo ter regras regulatórias claras que criem um ambiente seguro e confiável para os negócios,” destaca Elbia Gannoum, presidente da ABEEólica. Ela acrescenta ainda que a portaria criou o balcão único de negociação, “algo que vinha sendo discutido há muito tempo pelo mercado como um passo fundamental para que o setor pudesse se desenvolver com segurança e agilidade.”

Petroleiras devem liderar o setor de eólica offshore

Ainda de acordo com a presidente da ABEEólica, as capacidades e competências das empresas de petróleo e gás podem colaborar com a transferência de conhecimentos não só regulatório, mas também visando o desenvolvimento de projetos no mar. “Empresas como Petrobras, Equinor, Total Energies e Shell têm participado ativamente das discussões para compartilhar caminhos regulatórios que colaborarão com a criação destes normativos complementares para o setor de energia eólica offshore, aliando conhecimentos de dois tipos de indústrias”, ressalta Elbia.

Petroleiras estão sendo consideradas e consultadas na elaboração do estudo da ABEEólica sobre Cadeia de Valor de Energia Eólica Offshore e participam ativamente nas discussões do Grupo de Trabalho de Eólicas Offshore da associação.

“Na Equinor, somos comprometidos com a criação de valor a longo prazo em um futuro de baixo carbono. Até 2030, assumimos a meta de direcionar mais de 50% de nossos investimentos para energias renováveis e soluções de baixo carbono. Nesse sentido, queremos ser um dos líderes do setor de energia eólica offshore globalmente. Vemos o Brasil como uma área potencialmente interessante para essa fonte de energia, dada sua vasta disponibilidade e regularidade de ventos ao longo da costa do país, em águas rasas, além de possíveis sinergias com a indústria de óleo e gás existente,” destaca André Leite, diretor de eólicas offshore da Equinor para Brasil e América Latina

O Brasil já possui mais de 100 GW de projetos de energia eólica offshore registrados para avaliação de impacto ambiental pelo Ibama. O grande desafio nos próximos anos será de desenvolver o setor junto com a cadeias de suprimentos domésticas. O Brasil também precisará acomodar e organizar sua estrutura de rotas marítimas e portos, incorporando o conceito porto-indústria.

(Fonte: Além da Superfície; foto: Iberdrola)

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